segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
“O Contato com caldeus e suas divindades forneceram a uma tradição preexistente e arcaica e as personalidades destinadas a chefiar o cortejo demoníaco entre Lúcifer e o astro da manhã, o filho da aurora, a estrela de Vênus, que era associado ao rei da caldeia. Onde sua primeira aparição se encontra em Isaias (14:12), onde o profeta esclarece sua queda do poder.”(O diabo no imaginário cristão Carlos Roberto F. Nogueira ) Num mundo não-racionalizado, tudo podia ser explicado, pela ação de forças sobrenaturais: ou Deus , ou o Diabo. Nenhuma delas parecia anormal, e a mentalidade popular aproximava uma da outra. Conforme o cristianismo ia triunfando sobre as reminiscências pagãs e sobre a religião floclorizada, os diabos da teologia cristã perdiam a função de “forças operadoras da magia” tornando-se, sobretudo tentadores e inimigos de Deus, ”aqueles que procuram seduzir as almas para arrancá-las de Deus arrastá-la para o inferno”.
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